Notícias

Manejo clínico orienta sobre fluxo de atendimento da esporotricose humana

publicado: 04/12/2019 18h52, última modificação: 04/12/2019 19h11
1 | 3
Fotos: Ricardo Puppe
2 | 3
3 | 3
ses manejos clinicos esporotricose humana em bayeux foto ricardo puppe (2).jpg
ses manejos clinicos esporotricose humana em bayeux foto ricardo puppe (1).jpg
ses manejos clinicos esporotricose humana em bayeux foto ricardo puppe (3).jpg

A doença de nome esquisito esporotricose, também chamada de doença do jardineiro e do florista, é uma infecção que ocorre pelo contato do fungo na pele ou mucosa, por meio de trauma decorrente de acidentes com espinhos, palha ou lascas de madeira, contato com vegetais em decomposição, arranhadura ou mordedura de animais doentes, principalmente o gato. Nesta quarta-feira (4) à tarde, profissionais de saúde de Bayeux participaram de um manejo clínico sobre fluxo de atendimento da esporotricose humana, no auditório do Senai.

“O processo de descentralização do fluxo irá facilitar o atendimento aos usuários com esporotricose humana. Assim, para os casos menos graves da doença, o acesso ao atendimento ocorrerá em nível primário. Estamos finalizando o processo de implantação para a realização do exame micológico no Lacen-PB, isso permitirá um melhor fluxo para o estado em relação ao diagnóstico laboratorial para esta doença”, explicou a responsável pela Vigilância Epidemiológica em esporotricose humana da Secretaria de Estado da Saúde (SES), Silmara Pereira.

A médica infectologista do HU e do Clementino Fraga, Adriana Cavalcanti, apresentou detalhes da doença, a exemplo da informação de que o fungo é de fácil diagnóstico; de notificação obrigatória, desde agosto de 2018, e o fungo pode ser encontrado no solo, na vegetação, em madeira e excremento de animais.

O coordenador da Vigilância em Saúde de Bayeux, Francinaldo dos Santos, apresentou o fluxo de atendimento das pessoas com suspeita de esporotricose. “Atualmente, encaminhamos todas as pessoas com sintomas da doença para o HU. De acordo com o novo fluxo, o usuário se dirige ao PSF, onde, primeiro, faz uma consulta médica. Confirmando a suspeita, é encaminhado ao HU para fazer o exame; notifica a Vigilância e no FormSUS”, explicou. “Quem ganha é o usuário porque é facilitado o acesso à saúde perto da sua casa”, pontuou Francinaldo.

Na Paraíba existem 635 notificações de esporotricose, sendo 61 do município de Bayeux.